ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE ARQUEOLOGIA INDUSTRIAL


CORPOS GERENTES ELEITOS PARA O TRIÉNIO 2000-2002


ASSEMBLEIA GERAL
Presidente: Francisco Manuel Temudo Barata
Vice - Presidente: Paula Alexandra Ochôa de Carvalho
Secretária: Maria da Piedade G. L. Martinho

DIRECÇÃO
Presidente: Maria Luísa Ferreira Nunes dos Santos
Vice - Presidente: Ana Maria Cardoso de Matos
Vogais: Miguel Luís Perdigão Plácido
Alfredo Augusto Domingues Tinoco
José Pedro de Aboim Borges
António Maria dos Anjos Santos  (Direcção Executiva)
Isabel Maria de A. M. Ribeiro  (Direcção Executiva)
Albertina Luciana Emília Ramos  (Direcção Executiva)
Alice Maria Campos Martins

CONSELHO GERAL
Presidente: Paulo Eduardo Marques da Costa Guimarães
Vice-Presidente: Luís Kalidás Barreto
Secretário: Carlos Alberto de Oliveira Damas
Vogais: Klaus Werner Gruner
José Pedro Barosa
José Miguel Leal da Silva
Graça Maria Soares Nunes

CONSELHO FISCAL
Presidente: Gilberto António Marques Guerreiro Gomes
Secretário: Adriano Maria de Oliveira Pinto Coelho
Relator: Maria de Lurdes Cardoso da Costa
   

PROGRAMA DE ACÇÃO DA LISTA ELEITA PARA O TRIÉNIO 2000/2002
 

    Ao completar 20 anos de existência, a Associação Portuguesa de Arqueologia Industrial necessita de fazer uma avaliação rigorosa do seu trabalho e projectar o futuro. Em duas décadas, a situação da arqueologia e do património industriais em Portugal alterou-se substancialmente, para a qual contribuiu de forma muito positiva a APAI, através do esforço das suas várias Direcções e de todos os associados.
    Contudo, nos últimos anos temos assistido a uma estagnação no processo de sensibilização e de dinamização da sociedade portuguesa na área do património, e, sobretudo, a uma clara fragmentação e consequente enfraquecimento deste movimento. Impõe-se a reconstituição da sua unidade e fortalecimento, tendo em conta o desenvolvimento da teoria e da prática da arqueologia industrial, assim como a necessidade de travar o desaparecimento da memória patrimonial técnico-industrial, promovendo esta temática junto da sociedade portuguesa, em geral, e das instituições a ela ligadas, em particular.
    Deste modo, considera-se primordial que o trabalho da Associação se desenvolva prioritariamente em quatro níveis de intervenção:
    1. Desenvolver a investigação, inventariação e as iniciativas de defesa, conservação e reutilização do património técnico-industrial português;
    2. Reforçar o papel da APAI no âmbito institucional, associativo e científico, a nível nacional e internacional;
    3. Promover a imagem e a actividade da APAI nas suas múltiplas vertentes;
    4. Adequar o funcionamento da APAI aos novos estatutos da associação.

    Entende-se que estes quatro níveis de intervenção pressupõem uma relação dinâmica entre si, envolvendo os seguintes objectivos e acções específicas:

  • Estabelecer contactos com autarquias, empresas e outras entidades públicas ou privadas, tendo em vista a celebração de protocolos destinados ao estudo, inventariação, conservação e reutilização do património técnico-industrial;

  • Manter uma política orçamental rigorosa na gestão da APAI;

  • Captar novas fontes de financiamento, não apenas no âmbito dos protocolos com instituições públicas e privadas, mas também no apoio a projectos específicos da APAI, quer no domínio dos fundos europeus, quer no domínio da política de emprego e de formação profissional;

  • Lançar uma campanha de angariação de novos sócios enquadrada nos projectos da APAI e na colaboração prestada por investigadores e estudiosos ou pessoas sensibilizadas para esta área;

  • Promover o contacto entre os associados e estimular a troca de informações a partir dos seus interesses específicos, no quadro da Associação, nomeadamente, através da colaboração em projectos a desenvolver pela APAI;

  • Participar e organizar encontros científicos que promovam o conhecimento sobre a arqueologia e o património técnico-industrial, assim como o debate sobre a situação desta área científica e associativa em Portugal;

  • Incentivar a colaboração nas actividades da APAI de investigadores e estudiosos de áreas afins, que não sendo associados, possam contribuir para o enriquecimento desse trabalho;

  • Promover campanhas públicas em defesa do património industrial em risco, privilegiando a associação com outras entidades de âmbito semelhante;

  • Alargar e reforçar as relações inter-associativas na área do património em geral e da arqueologia industrial em particular, a nível nacional e internacional;

  • Estabelecer formas de colaboração com instituições universitárias, visando o estudo e a promoção da arqueologia e do património industriais;

  • Elaborar e divulgar material informativo sobre a actividade e o historial da APAI;

  • Manter a publicação da revista Arqueologia & Indústria e do website da APAI com a regularidade, a qualidade e a divulgação imprescindíveis a este projecto;

  • Fazer da revista Arqueologia & Indústria um espaço de debate nesta área científica, privilegiando a colaboração entre sectores complementares e criando uma rede reconhecidamente credenciada de colaboradores nacionais e estrangeiros, a nível redactorial e de consultores científicos;

  • Remodelar as instalações da APAI e modernizar os seus equipamentos, nomeadamente, no âmbito informático e das comunicações, em função das disponibilidades financeiras;

  • Criar as condições que permitam a abertura ao público do Centro de Documentação e Arquivo da APAI;

  • Facilitar o acesso à Biblioteca da APAI, disponibilizando condições de trabalho e de consulta adequados;

  • Estabelecer normas rigorosas de funcionamento dos orgãos sociais da APAI, nomeadamente, da Direcção, assim como da actividade da Associação e dos seus sócios, as quais serão divulgadas através dos meios adequados;

  • Criar uma Comissão Executiva, no seio da Direcção, que permita aumentar a eficácia de resposta da APAI, nomeadamente, no âmbito da gestão corrente e das relações públicas;

  • Obter o estatuto de instituição de utilidade pública para a APAI.

 
Lisboa, 19 de Maio de 2000
 




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